Visão espírita sobre a morte de crianças

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A morte de crianças é algo encarado com muita tristeza por todas as pessoas. Quando essa morte está ligada a acontecimentos trágicos, isso se torna ainda mais difícil de processar.  Entretanto, a doutrina Espírita possui um ponto de vista muito particular acerca dessa questão, que será abordado ao longo desse artigo.

De encontro ao que foi destacado, é possível afirmar que quando as crianças desencarnam, especialmente diante de fatos trágicos, isso acontece de forma tranquila. Segundo a religião, o seu espírito fica em um estado de dormência e, então, abandona o plano da Terra de forma gradual.

Isso acontece porque uma pessoa só está em plena posse de todas as suas faculdades a partir da adolescência. Portanto, uma criança é eximida de envolvimento com coisas como vícios e também paixões, que podem acabar comprometendo a existência no plano físico e, assim, dificultar para que uma determinada pessoa consiga voltar ao plano espiritual.

Assim, o maior problema do desencarne é a teia de retenção, que se forma de maneira intensa. Então, ainda que a morte de uma criança seja um fato que quebra bastante comoção, mesmo naqueles que não são tão ligados assim a ela, tende a mexer com o coletivo. Isso acontece devido ao símbolo de pureza e de inocência ligado às crianças.

Portanto, elas são percebidas pela sociedade em geral como uma espécie de promessa de futuro. Logo, as crianças reúnem as esperanças dos adultos de que os dias que estão por vir sejam melhores e, então, eles tendem a encarar a separação dessas criaturas de uma forma mais dificultosa, uma vez que entram em processo de negação.

Dessa forma, para que o processo de desencarne seja menos doloroso, é válido tentar encará-lo por perspectivas como a do personagem Amaro, presente no livro Entre a Terra e o Céu, psicografado por Chico Xavier a partir do relato do espírito André Luiz. Na obra em questão, após perder o seu filho de um ano, Amaro tenta se aproximar cada vez mais da morte.

Então, durante uma determinada noite, enquanto os seus familiares estão todos dormindo, ele continua em vigília e em estado de meditação. Assim, a partir dessas atitudes Amaro consegue entrar em um processo de meditação a respeito do que aconteceu com o seu filho.

Devido aos fatos destacados, uma vez que o personagem se volta para a sua fé como maneira de tentar encontrar respostas para a partida abrupta da criança, fazendo orações e conversando com o plano superior, ele consegue encontrar conforto para a sua perda de maneira mais fácil.

Assim, Amaro reconhece que a dificuldade para lidar com a morte de uma criança é algo ligado aos adultos e que, na verdade, se isso foi da vontade de Deus, o desencarne deve ser respeitado e compreendido.

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